Pelo menos desde 2013, Corinthians e Odebrecht rosnam um para o outro. Nos bastidores, o tom bélico entre as duas partes aumentou na mesma proporção em que cresceram os problemas relacionados ao estádio do clube. Assim, 2015 começou com a relação entre os parceiros por um fio. Advogados das duas partes acompanham cada passo nos bastidores. O caldo só não entornou de vez porque Andés Sanchez, apesar de brigar internamente, tem se mostrado contrário a uma ação na Justiça.
Falta de dinheiro para tocar a obra, seguidos atrasos na conclusão da arena e a impossibilidade de o Corinthians explorar todas as receitas de seu estádio estão no centro do atrito. Apesar da tensão, as duas partes negam publicamente o desentendimento. Tanto que não responderam as perguntas feitas pelo blog.
Episódio fundamental para a compreensão da crise aconteceu no segundo semestre de 2013. Na ocasião, alegando que o custo das obras tinha estourado e que precisava de mais dinheiro, a Odebrecht pediu um aditamento do contrato. A medida aumentaria o valor da construção e, consequentemente, a dívida do clube com a construtora.
A direção alvinegra respondeu na ocasião que aceitaria rever o contrato se fosse feita uma auditoria externa para averiguar quanto já havia sido gasto na obra. De acordo com duas fontes ligadas ao clube, houve uma divergência milionária entre o cálculo dos auditores e da Odebrecht. Pelas contas da auditoria, a construtora gastou menos do que na soma feita pela empreiteira.
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